Archive for fevereiro \20\UTC 2010

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Sobre a falta de lógica na contratação de técnicos de futebol

20/02/2010

Antes de começar a discutir futebol, vamos deixar claro que eu não torço pra nenhum time. Meus conhecimentos de futebol são quase nulos: o pouco que tenho vem de uma época em que acompanhava uma certa pessoa quando ia ao Morumbi. Assim, tenho uma simpatia pelos jogadores da época (2005): eram os mais bonitos de todos os times brasileiros: Lugano, Ceni, Kaka, Cicinho… Eles não são modelos, mas perto dos jogadores dos outros times são um colírio: pense apenas no Ronaldinho Gaúcho e você entenderá porque futebol é menos popular com as mulheres que com os homens! 😉 . De lá pra cá, acompanho uma ou outra notícia no jornal, pergunto pra um ou outro amigo fanático. Não sei nada sobre escalação de time, mas fui formando minhas teorias sobre a contratação dos técnicos. A primeira é de que não há lógica na contratação de técnicos: certas pessoas não passariam em uma entrevista banal.

Vamos tomar o caso do Muricy, que acabou de “ser saído” do Palmeiras 10 meses antes de acabar o contrato, logo depois de uma goleada do São Caetano (depois de tomar). Ele foi demitido do São Paulo em junho de 2009, segundo o diretor do São Paulo na época (João Paulo), por “não entregar resultados” (lei-se Libertadores). Perguntei para um Palmeirense: poxa, se o cara não está dando resultado, por que o Palmeiras contratou? Segue-se a resposta “é porque às vezes há um desgaste entre o time e o técnico”, tese apoiada por essa matéria da época: a reformulação do São Paulo foi só a saida da Comissão Técnica, ponto (http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Sao_Paulo/0,,MUL1201360-9875,00-DIRETOR+DIZ+QUE+RESULTADOS+SELARAM+SAIDA+DE+MURICY+RAMALHO+DO+COMANDO+DO+TR.html

Só para contextualizar um pouco, eu me lembro que na época o Ronaldo havia acabado de voltar para o Brasil, acirrando a disputa entre os times paulistas, inclusive provocando uma vitória de 2×0 do Corínthians contra o São Paulo em abril do mesmo ano, ou seja,  4 meses antes da demissão no Campeonato Paulista.

Imagine a seguinte entrevista de emprego:

Entrevistador: _Vejo aqui que você tem um bom currículo, conquista de três campeonatos brasileiros nod últimos anos, mas por que você foi demitido?

Candidato: _Ahn, a minha empresa passou por uma reestruturação.

Entrevistador: _Entendo, mas vejo que  apenas você e seu secretário saiu da empresa, toda a sua equipe permaneceu. Como você justifica isso?

Candidato a técnico: _Ah! É que eu já tinha três anos de casa, e me desgastei com a minha equipe;

Entrevistador: Então quer dizer que você é uma pessoa de difícil relacionamento? O mesmo irá acontecer se eu lhe contratar na minha empresa?

Candidato: Não, isso não vai acontecer porque ainda não tive desgaste com a minha futura equipe. 

Entrevistador: _Observei que uma das empresas concorrentes diretas suas  contratou profissionais de peso, e desde então vocês perderam mercado. O que você fez quando se viu nessa situação;

Candidato: _Eu seguí a seguinte lógica: priorizei defender a posição que tinha conquistado…

Entrevistador: _Mas a diretoria queria que você focasse em outro mercado na época, né?

Candidato: _Exatamente.

Entrevistador: Então você não se adapta, não se arrisca quando começa a perder mercado, não entrega resultados que a diretoria pede, além de ser uma pessoa difícil de lidar..

Candidato: _ Mas…

Entrevistador: _Perfeito para a vaga! Está contratado!

O fim da história todo mundo sabe. Muricy tomou uma goleada do São Caetano (depois de 704 dias sem tomar uma) com seis meses de Palmeiras e foi “substituído” pelo técnico desse mesmo time. É nessas horas que eu vejo como é importante ter um departamento de RH que possa fazer uma entrevista dessas!

 São coisas do futebol…

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Geração Y? Eu?

20/02/2010

Eu já cheguei a ficar ofendida com as coisas que encontro na internet sobre Geração Y. Talvez haja muita generalização nesse conceito: muito do que é escrito, além de ser carregado de tom pessoal, é uma extrapolação de padrões urbanos de países desenvolvidos para o resto do mundo. Algumas coisas eu observo em colegas, mas não em mim mesma. Talvez por causa da minha história um pouco incomum, como comento no post aqui: colégio militar, católico, escotismo, igreja, ter que sair de campo grande com 16 para vir morar com as minhas irmãs em São Paulo, ter tido uma carreira como enxadrista, ter me adaptado ao modo alemão de trabalho, entre outras coisas que me fizeram desenvolver paciência, disciplina e adaptação a hierarquia. Às vezes penso que não me identifico com a minha geração. Coloquei tudo isso no meu novo post no Top Talent:  http://www.toptalent.com.br/index.php/2010/02/01/geny-eu/

E  você, também se incomoda com tudo o que você lê sobre a Geração Y? Então divirta-se com a letra desta música, a 11º no rol da Rolling Stones!

A ironia disso é que o The Who é da geração Baby Boomer!

Referências:

My Generation (The Who):http://en.wikipedia.org/wiki/My_Generation_(The_Who_song)