Archive for the ‘Gerações’ Category

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Geração Y? Eu?

20/02/2010

Eu já cheguei a ficar ofendida com as coisas que encontro na internet sobre Geração Y. Talvez haja muita generalização nesse conceito: muito do que é escrito, além de ser carregado de tom pessoal, é uma extrapolação de padrões urbanos de países desenvolvidos para o resto do mundo. Algumas coisas eu observo em colegas, mas não em mim mesma. Talvez por causa da minha história um pouco incomum, como comento no post aqui: colégio militar, católico, escotismo, igreja, ter que sair de campo grande com 16 para vir morar com as minhas irmãs em São Paulo, ter tido uma carreira como enxadrista, ter me adaptado ao modo alemão de trabalho, entre outras coisas que me fizeram desenvolver paciência, disciplina e adaptação a hierarquia. Às vezes penso que não me identifico com a minha geração. Coloquei tudo isso no meu novo post no Top Talent:  http://www.toptalent.com.br/index.php/2010/02/01/geny-eu/

E  você, também se incomoda com tudo o que você lê sobre a Geração Y? Então divirta-se com a letra desta música, a 11º no rol da Rolling Stones!

A ironia disso é que o The Who é da geração Baby Boomer!

Referências:

My Generation (The Who):http://en.wikipedia.org/wiki/My_Generation_(The_Who_song)

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Você largaria tudo por uma profissão?

28/01/2010

Nesta segunda-feira fui ao cinema e encontrei um filme que abordava três questões que me perturbam há algum tempo: Planos de vida, conflito GenYxBaby Boomer e Mudança em função de uma carreira.

“Amor sem escalas” (Up in the air ), de Jason Reitmann, diretor de “Juno” e “Obrigado por Fumar”, também ótimos, é um filme muito interessante para quem está numa situação de “recém formado”,  escolhendo a carreira, prestes a decidir se muda para uma outra cidade em busca de uma oportunidade profissional ou em função de um relacionamento. Neste filme, George Clooney interpreta com maestria Ryan, um profissional incomum, especializado em demitir pessoas. Como ele viaja constantemente, ele praticamente não tem casa, não é apegado a nada, e ainda dá palestras sobre isso! De maneira sutil, divertida e criativa, Reitmann acaba por abordar coisas como sentido da vida, relações pessoais e como fazemos planos.

Conheço duas pessoas que levam uma vida próxima a de Ryan, e posso dizer que a questão dos relacionamentos é realmente delicada para eles, e também para mim, que passei por três mudanças de cidade em função da tão sonhada carreira, que ainda está começando…

Há um conflito de geração GenY x Baby Boomer que ocorre quando a trainee da empresa, Natalie, resolve “revolucionar” a maneira de trabalho colocando todos os profissionais a demitir por videoconferência. Ryan, não querendo se adaptar, leva a jovem psicóloga a campo para conhecer o trabalho dele de verdade. Aí a história se desenvolve, com uma trilha sonora perfeita. Natalie é como nós: inovadores, criativos, exigentes, sempre conectados, com sede de fazer mais, mas com uma fragilidade enorme embaixo da superfície rígida de fortes profissionais pró-ativos e ambiciosos!

Há um diálogo que por si só vale o filme: Natalie, 21, e Vera com 40 contam seus planos e objetivos em termos de relacionamento, e nós percebemos como a vida é muito mais difícil de prever do que nós imaginamos quando saimos do ensino médio com 17 anos e fazemos nossos planos.

Em suma, vale muito a pena ver esse filme, nada previsível (mesmo com o que eu falei aqui) e marcante.

MENINOS, não se preocupem, não é muito romântico, podem levar suas namoradas, fingir que estão assistindo só para agradá-las  e ganhar pontinhos!

ATUALIZAÇÕES:

Saíram algumas matérias interessantes sobre esse filme:

_HSM Management: Aqui o filme é comentado do ponto de vista de uma revista de negócios, focando na demissão;

_Zero Hora: Consultoras de Outplacement comentam o filme;

Para satisfazer a curiosidade do leitor: Sim, eu me mudaria de novo para trabalhar, e toparia uma vida de mudanças por um certo tempo, principalmente em início de carreira. Quanto às duas pessoas que eu conheço, elas conseguem namorar e até casar mesmo que tenham que ficar um certo tempo distante. Acho até que, em geral, algumas pessoas precisam de mais espaço nos relacionamentos.